







Vilões de boas intenções
Quem já foi ao cinema ou já leu a Graphic Novel deve saber do que eu estou falando. O polêmico fim de Watchmen The Movie. Todos sabem que existem vilões e vilões. Coisa tão forte essa de vilões e vilões que tornam alguns vilões até em heróis. Como é o caso de Magneto, vilão que no fundo só quer salvar sua humanidade. E outros verdadeiramene assustadores e com propósitos inteligentes ou questionáveis como o Superboy Prime que num arrombo de fúria por ter salvado um povo que não merecia ser salvo resolve destruir tudo o que vê pela frente se tornando uma enorme ameaça. Quase praticamente representando um impossível arrependimento de Jesus Crhisto. Mas no final o objetivo dele não era tão malévolo assim. Imagine você saber que quase morreu para salvar um povo que não soube respeitar isso. Ou Magneto que não quer ver sua raça sumir por puro preconceito burro e idiota. As vezes eu até acho que o Xavier tá do lado errado. O exemplo que me fez escrever esse post é um personagem emblemático de Alan Moore. Pra quem não conhece a obra do gênio rebelde e insatisfeito vou citar uma coisa parecida e mas atual. Aquela sociedade secreta de HEROES da primeira temporada que por algum motivo queria detonar uma enorme bomba em Nova York para salvar bilhões de vidas ou a Dra Júlia vilã de Os Mutantes que se for vista de certo ponto de vista não é tão má assim só que preservar sua espécie. Esse é o real objetvo de Ozymandias. Adrian Veidit é um homem rico e o mas inteligente do planeta quando joven rejeitou a fortuna dos pais para refazer os caminhos de Alexandre O Grande, seu ídolo viajou pelo mundo e acumulou conhecimento o bastante. Nos anos 60 se tornou integrante dos Watchmen e em 75 dois anos antes do decreto Keene que proibia super heróis ele se aposentou. Daí em diante passa a pôr seus planos em prática. Adrian Veidit provavelmente encherga seus atos como a evolução alternativa dos super heróis.Ele sequestra artistas das mas variadas áreas e cientistas também. Os leva pra uma ilha onde experiências genéticas ocorrem. Mas o real objetivo de Ozymandias é criar um enorme monstro. Um monstro verdadeiramente poderoso. A idéia original era fazer com que o Monstro atacasse Nova York dizimando milhões de vidas. Mas o monstro não era um simples monstro. Além de ter um tamanho verdadeiramente colossal o monstro ainda tinha o cérebro de um médio implantado em si. Uma espécie de arma pisquica que o tornaria muito mas poderoso. Só que uma coisa sai errado. Não havia como Adrian transportar um ser daquela magnitude em um navio ou avião. A única saída é teletransporta-lo. É exatamente isso o que Ozymandias faz. Mas uma coisa dá muito errado. A Lula é teltransportada mas o stress do teleporte cria uma tensão pisiquica no monstro. Ele se sustenta por algum tempo causando destruição em níveis altissimos. Também serve ao seu propósito original de unir as nações inimigas da Terra. Rússia e Estados Unidos da América se aliam e outras também. Só que em dado momento o monstro explode pela tensão do teletransporte. Uma explosão em níveis colossais que mata milhões. As uniões entre os países rivais são criadas. Agora leia esse trecho de entrevista concedida por Dave Gibbons ao Omelete
Dave Gibbons também se preocupa com as semelhanças filosóficas e visuais entre a obra e o 11 de Setembro. "O 11/9 foi um evento catastrófico real, sim, e uniu temporariamente pessoas de raças e religiões distintas. O problema é que a abordagem oficial foi tão equivocada que acabou tornando as coisas muito piores. Claro, a analogia não é exatamente perfeita - na HQ são duas facções opostas e uma terceira atacante -, mas aquelas cenas de destruição foram estranhamente parecidas com as de Watchmen", acredita. Mas isso quer dizer que o plano de Ozymandias se executado no mundo real não funcionaria? "Essa é a graça da história. E quem sabe se o plano funcionou mesmo na HQ? E se funcionou, será que aquele jornal publicou a história de Rorschach? E se publicou? Alguém acreditará neles? O final é a prova de que não importa o quanto você planeje as coisas, sempre haverá eventos aleatórios inesperados que podem mudar tudo...", instiga o quadrinista.
Seja o gatilho do clímax uma tentacular ameaça interplanetária ou um deus atômico rancoroso, o desfecho da obra funciona da mesma maneira: com uma discussão inteligente sobre consequências, moralidade e poder. E não se esqueça: "O fim está próximo".
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